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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013




ESTADO E POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA.

- Estado - representação e satisfação de interesses contraditórios.
Objetivando-se compreender os determinantes históricos e econômicos da
política educacional brasileira nas duas últimas décadas, o presente capítulo tratará
das diversas concepções de Estado, suas representações e mecanismos de
regulação e satisfação de interesses contraditórios objetivando-se compreender as
relações estatais com a sociedade civil para garantia da expansão do capitalismo e
superação das suas crises. Também serão abordadas as políticas públicas
educacionais no âmbito do processo acelerado de mercantilização da vida e seus
reflexos nas reformas educacionais brasileiras.
Ao longo dos últimos séculos, de Maquiavel até Hobbes, e de Locke e de
Rousseau até Marx, o Estado é interpretado de diferentes maneiras.
É possível se considerar Estado, numa primeira aproximação, como o
conjunto de instituições permanentes - como órgãos legislativos, tribunais, exército e
outras que não formam um bloco monolítico necessariamente - que possibilitam a
ação do governo; e Governo, como o conjunto de programas e projetos que parte da
sociedade (políticos, técnicos, organismos da sociedade civil e outros) propõe para a
sociedade como um todo, configurando-se a orientação política de um determinado
governo que assume e desempenha as funções de Estado por um determinado
período.
Como elemento mais antigo do binômio Estado - nação, o Estado tem já
uma longa duração histórica. Considerando-se este aspecto e não perdendo de
vista que só poderá ser bem caracterizado em referência às transformações
particulares que foram ocorrendo na sua configuração, natureza e funções, o Estado
poderá , de modo geral, ser entendido como a organização política que, a partir de
um determinado momento histórico, conquista, afirma e mantém a soberania sobre
um determinado território, aí exercendo, entre outras, as funções de regulação,
coerção e controle social – funções essas também mutáveis e com configurações
específicas, e tornando-se, já na transição para a modernidade, gradualmente
indispensáveis ao funcionamento, expansão e consolidação do sistema econômico
capitalista.
Segundo Renato Ortiz,
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Revolução industrial e modernidade caminham juntas. Elas trazem consigo
um processo de integração até então desconhecido: a constituição da
nação. Diferentemente da noção de Estado (muito antiga na história dos
homens), a nação é fruto do século XIX. Ela pressupõe que no âmbito de
um determinado território ocorra um movimento de integração econômica
(emergência de um mercado nacional), social (educação de ‘todos’ os
cidadãos), política (advento do ideal democrático como elemento ordenador
das relações dos partidos e das classes sociais) e cultural (unificação
lingüística e simbólica de seus habitantes). (Ortiz, 1999, p. 78)
Torna-se necessário fazer referência ao papel e lugar do Estado-nação,
ainda que seja para melhor compreender a sua crise atual e a redefinição do seu
papel – agora, necessariamente, tendo em conta as novas condicionantes inerentes
ao contexto e aos processos de globalização e transnacionalização do capitalismo.
É , entretanto, em Marx que o Estado perde sua superioridade entre os
homens, pois sua existência passa a ser relacionada às contradições das classes
sociais existentes na sociedade.
Desta forma, em vez do Estado imanente e superior, acima dos homens,
Marx apresenta-o como um instrumento da classe dominante. A origem do Estado
reside na divisão da sociedade em classes, sendo sua fundamental função
conservar e reproduzir esta divisão, garantindo os interesses da classe que domina
as outras classes.
A partir destas concepções de Marx, as relações sociais sofreram relevantes
alterações como conseqüência das inúmeras inferências que a classe trabalhadora
pôde, a partir daí extrair, especialmente no sentido de incentivar a luta pela
superação das contradições internas da sociedade, passando a assumir um posto
de nova classe dominante, extinguindo-se assim a sociedade de classes.
Na concepção marxista o Estado não se apresenta como instância neutra e
imparcial a serviço de todos os grupos e classes sociais; configura-se numa forma
de organização que serve às classes dominantes da sociedade, detentoras de
capital. Nesta perspectiva, a sociedade se organiza
a partir de relações de produção as quais constituem a estrutura econômica
da sociedade, a base concreta sobre a qual se eleva uma superestrutura
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jurídica e política e a qual correspondem determinadas formas de
consciência social (MARX,1983, p. 24).
Em Gramsci, vamos perceber que esta visão toma vulto e se desenvolve por
meio de uma visão mais elaborada e complexa sobre a sociedade e o Estado. Para
ele, o Estado é força e consenso porque mesmo estando a serviço de uma classe
dominante ele não se mantém apenas pela força e pela coerção legal; sua
dominação é bem mais sutil e eficaz. Por meio de diversos meios e sistemas,
principalmente através de entidades que aparentemente estão fora da estrutura
estatal coercitiva, o Estado se mantém e se reproduz como instrumento de uma
classe, também construindo o consenso no seio da sociedade.
Assim Gramsci dilata a visão marxista do Estado, interpretando-o como um
ser que a tudo envolve, composto pela sociedade política e a sociedade civil.
Nesta perspectiva, o Estado é um elemento da superestrutura da sociedade,
uma vez que neste plano estão situadas as formas jurídicas, políticas, religiosas,
artísticas ou filosóficas da organização social. Há no âmbito da superestrutura:
dois grandes “ planos “ superestruturais: o que pode ser chamado de
“sociedade civil”, ( isto é, o conjunto de organismos comumente chamados
de “ privados “) e o da “sociedade política ou Estado “, que corresponde à
função de “hegemonia” que o grupo dominante exerce em toda a sociedade
e àquela de “domínio direto” ou de comando, que se expressa no Estado e
no governo “ jurídico”. Estas funções são precisamente organizativas e
conectivas ( GRAMSCI,1982, p. 10-11).
Motta (2008), citando Nogueira (2003), afirma que sociedade civil em
Gramsci é um espaço do Estado “ dedicado a promover a articulação e a unificação
de interesses, a politizar ações e consciências e a superar tendências corporativas
ou concorrenciais “ com fins de construção de projetos globais de sociedade e de
articulação ético-política. O Estado burguês é, na concepção de Gramsci (2000), um
Estado-educador:
A classe burguesa põe-se a si mesma como um organismo em contínuo
movimento, capaz de absorver toda a sociedade, assimilando-a a seu nível
cultural e econômico; toda a função do Estado é transformada: o Estado
torna-se educador (...) na medida em que tende precisamente a criar um
novo tipo ou nível de civilização.
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O Estado exerce a função educadora ao dirigir e organizar a sociedade para
uma determinada vontade política. Sua função educadora pode ser identificada ao
longo do processo de desenvolvimento histórico do modo de produção capitalista,
tendo expandido sua esfera de domínio por meio de estratégias refinadas capazes
de impor a adesão à sua forma particular de ver o mundo.
No atual contexto mundial, o Estado classista aperfeiçoa os mecanismos de
hegemonia ao exercer o papel de administrador dos ciclos de crise do capital e
como Estado-educador, em harmonia com o mercado e em parceria com as
organizações da sociedade civil para o enfrentamento das graves questões sociais.
Germano (2005) admite que o Estado, em formações sociais capitalistas,
assume, em geral, três funções essenciais: funções de legitimação, que dizem
respeito à direção política, à obtenção do consenso da sociedade; funções
coercitivas, que correspondem ao domínio e ao exercício da força e da repressão e,
finalmente, funções econômicas, que se caracterizam por servir de suporte à
acumulação do capital.
De fato, o processo de reprodução social do capital exige regulação como
forma de garantia da sua preservação que, em sua maioria, é estranha ao princípio
regulador das várias unidades de capital. O Estado acabou por corporificar esta
instância reguladora que se apresenta um instrumento particular separado dos
representantes da classe dominante, localizado acima de cada capitalista e que
aparece como uma força impessoal. Logo se pode evidenciar que a intervenção
econômica do Estado se reveste de um caráter conflitivo.
Primeiramente, no que se refere às relações entre trabalho e capital e,
depois, no que diz respeito aos esporádicos “desentendimentos” entre o estado e
determinadas unidades de capital, ou seja, empresas nominais ou setores
empresariais que, por diversas razões, se considerem prejudicados pela ação
econômica do Estado.
Segundo o liberal italiano Norberto Bobbio (1998), o Estado contemporâneo
envolve numerosos problemas, derivados principalmente da dificuldade de analisar
exaustivamente as múltiplas relações que se criaram entre o Estado e o complexo
social e de captar, depois, os seus efeitos sobre a racionalidade interna do sistema
político. Neste contexto vale destacar a noção liberal clássica e dicionarizada de
Estado segundo a qual ele é um “povo social, política e juridicamente organizado,
que, dispondo de uma estrutura administrativa, de um governo próprio, tem
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soberania sobre determinado território “(KOOGAN-HOUAISS,1993, p. 341). bem
como a acepção política que Rancière, citado por Oliveira, lhe confere:
Nessa acepção, os que fazem política distinguem-se por pautar os
movimentos do outro, do adversário, por impor-lhe, minimamente, uma
agenda de questões, sobre as quais e em torno das quais se desenrola o
conflito. Impor a agenda não significa, necessariamente, ter êxito ou ganhar
a disputa, antes, significa criar um campo específico dentro do qual o
adversário é obrigado a mover-se”. ( OLIVEIRA, 2000).
Prossegue Torres ( 2003) citando Claus Offe (1984), possivelmente o líder
entre os proponentes alemães da teoria crítica do Estado :
(...) um dos temas centrais relacionados ao Estado é a contradição entre a
necessidade do Estado de acumulação capitalista e a legitimidade do
próprio sistema capitalista. Offe propõe uma abordagem analítica, baseada
na teoria de sistemas, que complementa e amplia a análise de Gramsci e a
interpretação de Poulantzas. Para Offe, o Estado é um mediador na crise do
capitalismo, adquirindo funções específicas na mediação das contradições
básicas desse sistema.
Na perspectiva liberal, o Estado tem uma dimensão de maior neutralidade
na organização da vida social, exercendo o papel aglutinador dos diferentes
interesses que fluem na sociedade, garantindo condições para o Estado de direito.
No enfoque do liberalismo5 clássico e do neoliberalismo,6 portanto, o Estado exerce
um papel “de guardião dos interesses públicos. Sua função é tão-somente responder
pelo provimento de alguns bens essenciais “(AZEVEDO, 1997, p. 9), como, por
5 Entende-se por liberalismo uma determinada concepção de Estado na qual o Estado tem
poderes e funções limitadas e, como tal, se contrapõe tanto ao Estado absoluto quanto ao Estado
que hoje chamamos de social. É a doutrina que admite que o Estado é sempre um mal, mas é
necessário, devendo, portanto, ser conservado embora dentro de limites os mais restritos possíveis.
No liberalismo todo poder deve ser submetido a limites.
6 A idéia-força balizadora do ideário neoliberal é a de que o setor público ( o Estado ) é
responsável pela crise, pela ineficiência, pelo privilégio, e que o mercado e o privado são sinônimo de
eficiência, qualidade e eqüidade. Desta idéia-chave advém a tese do Estado mínimo e da
necessidade de zerar todas as conquistas sociais, como o direito à estabilidade de emprego, o direito
à saúde, educação, transportes públicos, etc. Tudo isso passa a ser regido e comprado pela lógica
das leis do mercado. A idéia de Estado mínimo significa, na verdade, o Estado suficiente e necessário
unicamente para os interesses da reprodução do capital.
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exemplo, a defesa do território, a aplicação das leis e serviços sociais básicos como
saúde e educação.
Pode-se deduzir que a intervenção do Estado na economia realiza-se em
conformidade com a especificidade do desenvolvimento histórico das diversas
formações sociais concretas e com os interesses de grupos minoritários
hegemônicos, estando mais a serviço das minorias do que dos grupos majoritários e
destituídos de direitos, ainda que em estados ditos democráticos. No centro do
sistema capitalista mundial, especialmente na Europa e Estados Unidos, prevaleceu,
no período iniciado com a Revolução Liberal dos anos 1930, o modelo preconizado
por Keynes de Estado intervencionista na ordem econômica e promotor do bemestar
social através de políticas públicas de caráter redistributivista.7
O Brasil, em sua evolução política, transitou para a modernidade e enfrentou
grandes desafios históricos, tendo sido, até os anos 1930, de uma formação políticosocial
na qual o Estado é tudo e a sociedade civil é frágil e elementar. Ao referir-se
ao tipo de Estado que resulta de processos de revolução passiva, Gramsci fala em
ditadura sem hegemonia. É evidente que o caso brasileiro gera uma via própria,
tendo suas especificidades.
Pode-se afirmar que o Brasil experimentou, sempre que precisou enfrentar
transformações sociais, processos diversos daqueles pelos quais passaram países
hoje desenvolvidos. A conseqüência é o fato anômalo de que o Brasil se fez Estado
antes mesmo de ser uma nação.
A nação brasileira foi construída a partir do Estado e não a partir da ação
das massas populares.
(...) isso provoca conseqüências extremamente perversas, como, por
exemplo, o fato de que tivemos, desde o início de nossa formação histórica,
uma classe dominante que nada tinha a ver com o povo, que não era
expressão de movimentos populares, mas que foi imposta ao povo de cima
para baixo ou mesmo de fora para dentro e, portanto,
não possuía uma efetiva identificação com as questões populares, com as
questões nacionais. Para usar a terminologia de Gramsci, isso impediu que
nossas elites, além de dominantes, fossem também dirigentes. O Estado
moderno brasileiro foi quase sempre uma ditadura sem hegemonia, ou, para
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usarmos a terminologia de Florestan Fernandes, uma ‘ autocracia burguesa
. ( COUTINHO, 2006, p. 176).
Focando-se o período mais restrito da histórica do Brasil, com o objetivo
maior de produzir contexto que melhor possibilite compreensão das atuais políticas
públicas brasileiras para a educação, evidencia-se que a revolução de 1930
reproduz a tradição do Estado brasileiro superposto à nação e marca o ingresso do
Brasil na modernidade, sendo mais preciso afirmar que a referida revolução
contribuiu para consolidar definitivamente a transição do país para o capitalismo.
Depois da Abolição da Escravatura ( 1888 ) e da Proclamação da República
(1889 ), o Brasil já era uma sociedade capitalista, com um Estado burguês;
mas depois de 1930 que se dá efetivamente a consolidação e a
generalização das relações capitalistas em nosso país, inclusive com a
expansão daquilo que Marx considerava o ‘ modo de produção
especificamente capitalista, ou seja, a indústria”. ( Coutinho, 2006, p. 176).
Constata-se que no Brasil, com a implantação da ditadura do Estado Novo
em 1937, houve um intenso e rápido processo de industrialização pelo alto, visto que
a política adotada não foi resultado consciente da ação do empresariado, tendo sido
o estado o maior protagonista das transformações ocorridas à época. Manifestações
de importantes teóricos da direita autoritária dos anos 1930 / 40 defendiam
claramente que a nossa modernização de fato deveria ocorrer pelo alto, o que o
pensador marxista Caio Prado Júnior, dentre outros, citado por (COUTINHO, 2006,
P. 177):
mostrou que essa forma de modernização conservadora era, entre nós, um
fato histórico, mas indicou ao mesmo tempo os efeitos nefastos que isso
trouxe para o presente brasileiro ( déficit de cidadania, dependência
externa, formas de coerção extra-econômica na relação entre capital e
trabalho, etc.) (COUTINHO, 2006, P. 177).
O modelo de Estado classista que conhecemos ao longo de meio século no
Brasil apresenta como um dos traços mais característicos o fato de que a
supremacia da classe no poder se dava por meio da dominação ( ou da ditadura ) e
não da direção político-ideológica ( ou da hegemonia )¹³. Os cinquenta anos que vão
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de 1930 a 1980 conhecem um tipo de Estado classista que se caracteriza, em sua
maior parte, pela presença de uma dominação sem hegemonia.
É este o caso dos momentos de ditadura explícita dos períodos de 1937 a
1945 e de 1964 a 1985, que perfazem um total de 30 anos. Outra forte evidência é
que o Estado brasileiro tornou-se um aparente Estado de bem-estar, criado
juridicamente mas que não funcionou efetivamente , pois a grande maioria dos
direitos sociais prescritos na Constituição não foi implementada, não pelas razões
alegadas de falta de recursos, mas essencialmente pela falta de vontade política de
concretizá-los, não havendo verdadeiro interesse público embasando a ação dos
governantes.
Pode-se afirmar que o Estado brasileiro foi sempre dominado por interesses
privados, característica de todo estado capitalista, não sendo uma singularidade de
nossa formação estatal. Porém, o privatismo referido assumiu aqui características
muito mais acentuadas do que em outros países capitalistas.
Sempre que há uma dominação burguesa com hegemonia, o que ocorre
nos regimes liberal-democráticos, isso implica a necessidade de
concessões da classe dominante às classes subalternas, dos governantes
aos governados. Portanto, nestes casos, o Estado – ainda que, em última
instância, defenda interesses privados – precisa ter também uma dimensão
pública, já que é preciso satisfazer demandas das classes trabalhadoras
para que possa haver o consenso necessário à sua legitimação. (
COUTINHO, 2006, p. 185).
No Brasil, a dominação burguesa se deu sem hegemonia, tendo usado
basicamente duas fórmulas depois de 1930 para exercer a dominação no Brasil :
uma delas a ditadura aberta e a outra o compromisso populista. Ambas pertencem a
um passado, ainda que recente, pois a burguesia tem hoje consciência de que essas
soluções são inviáveis, o que tem gerado um esforço para combinar sua dominação
com formas de direção hegemônica, ou seja, tem-se buscado alcançar um razoável
grau de consenso por parte dos governados.
_____________________
¹³ Para Gramsci hegemonia é um modo de obter o consenso ativo dos governados para uma
proposta abrangente formulada pelos governantes. O que caracteriza aquilo que Gramsci chamou de
ditadura sem hegemonia é o fato de que, nesse tipo de Estado, existe uma classe dominante que
controla direta ou indiretamente o aparelho governamental , mas o projeto político dessa classe não
tem o respaldo consensual do conjunto ou da maioria da sociedade
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As forças do capital no Brasil e no mundo tem como grande objetivo atual “
consagrar a pequena política e a pseudo-ética do privatismo desenfreado como
elementos fundamentais de um senso comum que sirva de base à sua hegemonia.
É essa, precisamente, a face ideológica do neoliberalismo “. ( COUTINHO, 2006, p.
192).

Fonte:  POLITICAS PÚBLICAS PARA A EDUCAÇÃO
BÁSICA NO BRASIL, DESCENTRALIZAÇÃO E
CONTROLE SOCIAL – LIMITES E PERSPECTIVAS .

EVALDO DE SOUZA BITTENCOURT

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