O Homem Polis vive conhecedor de que “A Relação do Homem com a Vida Social é Indissociável da Política”. O Homem como um ser da polis, da cidade, vivencia a política em todos os seus, momentos de interação social. Nas relações de poder que exerce sobre os outros e por influências que por ele sofre. Segundo Aristóteles o objeto máximo da política é a Felicidade Humana. Sim o homem veio sobre a terra, está na vida para ser feliz. As reações de poder é que vieram, construídas pelo próprio homem, para colocá-los nas arenas das discurções, dos enfrentamentos, das batalhas para se sobreporem aos demais, numa posição insana. Daí nasce nas relações de convivências e anseio do poder, o autoritarismo, os desmandos políticos e sociais que desvirtuam o foco do objeto da felicidade humana; de viver o homem em condições dignas e Política (Strictum Sensus).
Ai perguntamos nós. Deixar Política só para os Políticos ?. Nunca !. É dever do homem, como ser social, intervir na política, para que salafraios, corruptos, covardes, aproveitadores, e Burgueses Capitalistas hediondos, não se apropriem das relações de poder de modo hegemônico, dominando e impondo situações inaceitáveis de destruição da liberdade da cidadania, da apropriação do que é público, sob a farsa da política, do ser político. Muito bem colocado o chamamento à nossas responsabilidades como cidadãos políticos que devemos ser: “Todo assunto que é público, todo assunto que afeta e diz respeito aos interesses de todos os cidadãos, vais mais além que o Estado, transcende ao Estado”. É aqui que reside a participação efetiva da nossa educação política, do nosso ser político, do Ser Cidadão.
Luis Correia.
Jornalista e Professor.